Gaslighting é uma forma de violência psicológica que acontece não apenas em relacionamentos amorosos, mas também em vínculos familiares, de amizade e até no trabalho.
O agressor cria estratégias de manipulação de forma sutil, indireta e repetitiva, distorcendo a realidade para fazer a vítima sentir-se culpada ou duvidar da própria sanidade mental.
Como o agressor age.
- Desconstrói memórias da vítima.
- Menospreza e invalida sentimentos e opiniões.
- Usa ciúmes, ironias, humilhações e desprezo.
- Aplica o famoso “gelo” como forma de punição.
Essa manipulação é tão disfarçada que a vítima tem dificuldade de perceber o abuso. Com o tempo, acaba perdendo sua personalidade, desenvolvendo ansiedade, depressão e baixa autoestima.
Frases comuns de gaslighting
O abusador costuma usar expressões que minam a confiança da vítima, como:
- “Você está louca.”
- “Isso não aconteceu.”
- “Você está fazendo tempestade em copo d’água.”
- “Você é sempre sensível.”
- “Violência psicológica não existe.”
- “Você precisa se tratar.”
Essas frases, repetidas constantemente, levam a vítima a acreditar que realmente está errada.
O perfil do agressor
Muitas vezes, o abusador é alguém simpático, comunicativo, inteligente e até bem-sucedido. Por isso, a vítima pensa:
“Como posso acreditar que essa pessoa tão boa é um abusador? Eu devo estar exagerando.”
Esse jogo manipulador confunde ainda mais e faz com que a violência se estenda por anos. O agressor também manipula familiares e amigos, deixando a vítima sem apoio e ainda mais vulnerável.
Dados alarmantes
Uma pesquisa do Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Mulher aponta que 97,20% das mulheres que procuram ajuda são vítimas de violência psicológica e permanecem no relacionamento abusivo por um período de 5 a 10 anos. (Fonte: Anadep)
Rompendo o ciclo
Se você passa por isso, não se culpe. O abusador é ardiloso e manipulador. Sua palavra e sua dor são válidas.
Busque apoio profissional, procure redes de acolhimento e não acredite em quem diz que violência psicológica não existe. Você não está sozinha.
Autora: Dra. Nayara Nagle




